Entre conquistas e evolução, a luta ainda continua

  

O dia 6 de setembro é marcado como o dia internacional de ação pela igualdade da mulher

 

“Um dia vamos acordar e ver todas as meninas, no Brasil e no mundo, na escola. Sem medo de estudar, com educação de qualidade, sem sofrer discriminação, sem ser obrigada a casar ou enfrentar trabalho infantil, e podendo sonhar com o que quiser – ser médica, policial ou qualquer outra coisa.” A fala da jovem ativista e ganhadora do prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai reflete a importância do constante desejo e luta pela igualdade da mulher na sociedade.

Durante muito tempo as mulheres tiveram seu acesso a direitos básicos negados por todas as partes do mundo. Mas, foi a partir do século 18 que o cenário começou a mudar, abrindo espaço para mulheres revolucionárias que desafiando as opressões históricas estabelecidas desde o início dos tempos, conseguiram alcançar diversos avanços caminhando para um mundo mais igualitário.

           Há muitos anos, as mulheres precisam reivindicar direitos básicos, como acesso a educação básica e superior, direitos civis e democráticos para participar ativamente na sociedade como cidadãs, direito de ter um trabalho fora de casa para alcançar independência, igualdade salarial, respeito sobre o próprio corpo, entre muitos outros, que ainda hoje não são garantia para todas.

           Evasão escolar, casamento infantil, gravidez precoce e violência sexual estão entre os maiores obstáculos a serem superados para atingir maior igualdade de gênero atualmente. Segundo dados da Unicef, globalmente, 1 em cada 5 mulheres se casaram antes de completar 18 anos, estimando 12 milhões de casamentos infantis por ano. Ainda hoje, cerca de 46 países não possuem leis que protegem as mulheres vítimas de assédio sexual, como mostra relatório do Banco Mundial. Em 15 países, as mulheres precisam da permissão do marido para trabalhar, e em outros, elas não podem exercer determinadas atividades pelo simples fato de pertencerem ao gênero feminino. E ainda, em 70 países, meninas são agredidas simplesmente por demonstrarem desejo de estudar, segundo diz a ONU.

           O caminho percorrido até aqui é louvável, e se hoje as mulheres possuem voz para continuar lutando, é por quê lá atrás grandes batalhadoras deram a vida para abrir os caminhos. Entretanto, ainda há muita estrada pela frente, e o Dia Internacional de Ação Pela Igualdade da mulher vem nos mostrar a importância da inserção do assunto em um país de maioria feminina e em um mundo que ainda luta por igualdade. É essencial ressaltar a importância da mulher na sociedade e a necessidade de empoderamento, para que cada vez mais as mulheres reconheçam sua força e seu papel essencial na luta por um mundo mais igualitário.

 

(Texto Mariana Alves)

 

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