Trabalhar como voluntária da Apam é: “Enriquecedor. O voluntariado é uma troca de conhecimento”

 


Voluntária desde 2014, Raquel Cantante acredita que doar parte do seu tempo e conhecimento para a APAM é enriquecedor. Ela começou como estagiária quando ainda cursava Serviço Social. “Estágiei com a Gabriela e depois com a Erica fazendo entrevistas com as usuárias, atualizando documentos, fazendo relatórios e visitas institucionais e domiciliares”, relembra.

Ao término do estágio se tornou voluntária. Casada e mãe de uma filha de 22 anos, Raquel, que é Pós graduada em Gestão Estratégica de Pessoas e Talentos, encontra um tempo em sua agenda para colaborar com as mulheres atendidas pela APAM. Ela conduz palestras e cursos sobre Inclusão Digital,  tema tão importante para as mulheres se atualizarem para enfrentar este mundo em constante transformação e assim ter mais oportunidades, inclusive de empregabilidade.

Ela conta que já conheceu muitas histórias marcantes das mulheres atendidas pela Apam. “Todas as histórias me marcaram bastante, mas me lembro bem de uma família de idosos. Uma idosa cuidava da mãe e do irmão acamado”, relembra.

Para Raquel trabalhar como voluntária da Apam é: Enriquecedor. O voluntariado é uma troca de conhecimento.

Entrevista feita pela Luciana Alves 

Jornalista e Voluntária da APAM

Ivanete, criatividade e liberdade

 


Ela só queria ter autonomia para fazer pequenos reparos em suas próprias roupas, mas acabou virando uma costureira de mão cheia. Ivanete Barros de Oliveira, 51 anos, já tinha trabalhado anos como doméstica e se sustentava com bolos, doces e salgados de encomenda quando chegou na APAM, há seis anos, em busca de um curso de costura. Logo depois comprou sua primeira máquina, de segunda mão. “As pessoas logo descobriram que eu estava costurando e começaram a me pedir encomendas”, recorda. O que era para ser algo caseiro, virou profissão. “Bolo hoje todo mundo faz, é só ver no youtube. Costura, não. É bem mais difícil”.

As encomendas vieram em boa hora: Ivanete estava se separando e tinha dois filhos para sustentar. “Quero aprender mais, sou movida por desafios: outro dia comprei uma calça jeans número 50 e transformei em um vestido para mim”, conta, orgulhosa, e já emenda outra história: “Um vizinho que tem filho deficiente deixou de receber fraldas do governo e ficou desesperado. Eu fui lá e criei uma calça plástica para ele.” Ivanete mora em Itapevi, na Grande São Paulo, e vai ao menos uma vez por semana na APAM (que fica na Barra Funda). Além de dar aulas, também é voluntária em feiras e eventos da Associação.

“Me sinto realizada: vim do zero, aprendi e agora estou repassando. Eu não sabia pregar um zíper! E hoje vejo as minhas alunas saindo craque em zíper. De tudo isso, no entanto, o que mais prezo aqui é a amizade. Não tem dinheiro que pague. Se você tem um problema em casa, quando pega o destino da APAM ele já fica para trás e, depois, você até esquece que ele tava ali”. Nada mal para a menina de 13 anos que saiu da Bahia em busca de uma vida melhor em São Paulo.

 

Entrevista feita pela Débora Rubim

Jornalista e Voluntária da APAM

Eternamente, Iolanda

 


Iolanda Gonzaga Alves chegou até a APAM interessada no curso de Cuidadora de Idoso. Isso foi em 2015 e, desde então, não saiu mais da nossa casinha roxa: sempre que pode, volta. Depois de fazer vários cursos, (costura, modelagem, bolsas), ela decidiu compartilhar um pouco do que aprendeu como voluntária do curso de roupa de pet.

Em 2019, frequentou o grupo terapêutico coordenado por Paula Arenhart, o que foi fundamental para lidar com o luto diário pela morte da filha, 14 anos atrás. “No dia a dia eu não consigo falar muito sobre o assunto, as pessoas julgam muito. Mas, no grupo, eu posso falar das minhas dores e saudades. O que se fala no grupo fica no grupo, há regras definidas e você percebe, com o tempo, que não é a única a sofrer”, conta Iolanda.

Aos 62 anos, Iolanda olha para sua trajetória com orgulho: saiu do Recife jovem, trabalhou como metalúrgica em São Paulo, foi faxineira e até chegou a fazer bicos como cuidadora de idoso. Depois de 35 anos, voltou a estudar – tinha parado no quarto ano do Ensino Fundamental. Hoje aposentada, tem na APAM sua segunda casa. “Aqui me sinto acolhida”.

Entrevista feita pela Débora Rubim 

Jornalista e Voluntária da APAM

Vera, a voluntária de todas as horas

 


Após 30 anos cortando madeixas, a cabeleireira aposentada Vera Lúcia Zampieri, 69 anos, estava se sentindo reclusa demais em casa. Começou a fazer cursos: primeiro no Parque da Água Branca e, depois, na APAM. Três anos depois, foi, como ela mesma diz, laçada para ser voluntária. Foi devolvendo o que ia aprendendo. No começo, deu aulas de pedraria. Hoje, é a professora da turma de amigurumi. “Eu nem sabia que sabia ensinar”, conta Vera, com seu charme inconfundível e o sorriso que lhe é característico.  “Gosto muito de vir para a APAM. Me sinto familiarizada, gosto de todo mundo, das colegas, das irmãs e do trabalho que desenvolvo aqui”, diz. Ah, hoje ela não para mais em casa!


Entrevista feita pela Débora Rubim 

Jornalista e Voluntária da APAM

O voluntariado corre nas veias de Malu

 

Formada em psicologia, Maria Lucia Olivieri, mais conhecida como Malu Olivieri, fez carreira em outra área. Mãe de dois filhos e hoje avó feliz de 5 netos, ela começou a atuar como telemarketing para pagar as contas, depois da separação do marido, e fez carreira nesta área.

“Fui ser operadora de telemarketing e acabei seguindo esta carreira onde minha última atuação em empresas foi no CitiBank, como Diretora de Call Center”, relembra ela, que sempre atuou como voluntária.

Malu foi uma das responsáveis pela criação e crescimento do CitiEsperanca, que tinha como objetivo realizar atividades sociais com os funcionários do CitiBank. Também no banco participou do Womens Coucil, onde foi responsável por ações de desenvolvimento de carreira das Mulheres na instituição.

Ela conta que quando se aposentou resolveu procurar um local onde pudesse colocar sua experiência para ajudar mulheres e lhe indicaram a APAM. Em 2012 a associação passava por uma reestruturação e Malu participou deste momento e não parou mais. Neste 8 anos colaborou em diversas atividades, desde planejamento a facilitadora em oficinas de Crochet, Confecção de Sabonete, Pintura em Madeira, Palestras, Feiras e atualmente também faz parte da Diretoria da APAM como Conselheira. “Sempre estou pronta para tudo”, conta animada!

Durante este período, Malu lembra que viu muitas mulheres atendidas pela APAM se tornarem empreendedoras, conseguirem emprego com carteira assinada e deixarem de ser atendidas para serem voluntárias.

“Para mim ser voluntária é praticar o espírito cívico pois desta forma você contribui para o nosso País, com as pessoas e com seu próprio desenvolvimento, pois a troca de experiências é muito rica. Ver o crescimento do seu entorno é o que realmente faz a diferença e nos permiti sentir orgulho e aprimorar a sensibilidade e empatia”, revela.


Entrevista feita pela Luciana Alves 
Jornalista e Voluntária da APAM

 

Feira de artesanato da APAM ganha novo formato na pandemia

 A tradicional Feira de Artesanato, que era realizada anualmente em um espaço privado, agora ganha novo formato e local para se adequar às exigências da pandemia

Para acompanhar as mudanças impostas pela pandemia a Associação Paulista de Amparo à Mulher (APAM) realizará, no dia 11 de dezembro de 2021, a Feira de Natal da APAM. O evento será realizado em espaço aberto, das 10h às 19h, na Rua Dona Elisa, Barra Funda e contará com aproximadamente 50 stands, com artesanatos, alimentação e trucks.

Há 4 anos a APAM participa de Feiras Culturais na cidade de São Paulo. A renda arrecadada durante estes eventos ajuda a divulgar a entidade e capitar recursos, com a venda de produtos que são confeccionados na Associação. “Nós somos uma Organização da Sociedade Civil (OSC), ou seja, sem fins lucrativos e contamos com doações e eventos diversos para a nossa sustentabilidade”, explica irmã Maria Adélia, membro da equipe executiva da APAM.

Antes da pandemia, a APAM realizava duas Feiras de Artesanatos anuais: Feiras das Mães em maio e Feira de Natal em dezembro, ambas realizadas em um espaço privado. “O problema é que o imóvel foi vendido e assim ficamos sem este espaço para a realização dos eventos, o que junto com a pandemia resultou no cancelamento das feiras em espaço privado”, explica a irmã Maria Adélia.

As feiras, além de colaborarem com a arrecadação de recursos para a manutenção das atividades da APAM, também colaboram com as usuárias da entidade, que conseguem uma renda extra importante para o sustento da família, com a exposição e venda dos produtos elaborados por elas.

“O mundo sofre as consequências sofridas por causa da pandemia, e assim como outras organizações, a APAM vem buscando meios para a sua sobrevivência. Com o intuito de retomar a realização das feiras, a equipe executiva da APAM, desde fevereiro, em parceria com a organizadora de feiras de rua, em São Paulo, Regina Balog, vem planejando e organizando a Feira de Natal da APAM, em um local público, uma vez que estamos ainda em pandemia e os eventos só podem ser realizados em espaços abertos”, explica a irmã.

A APAM e as mulheres atendidas pela entidade esperam a sua visita na Feira de Natal, no dia 11 de dezembro, das 10h às 19h, na Rua Dona Elisa, Barra Funda. Além de artesanatos, os cerca de 50 stands, e contará com opções de alimentação em foods trucks diversos, música e muita diversão!

Além de ser uma opção segura de passeio com a família no sábado, a feira é uma oportunidade de colaborar com o trabalho da APAM e com as mulheres em vulnerabilidade social. Esse apoio se torna ainda mais importante nestes tempos de isolamento social, quando as dificuldades financeiras e a violência contra a mulher aumentaram muito, de acordo com diversas pesquisas.

“A Feira da APAM seguirá as orientações de saúde necessários. Haverá álcool em gel e o uso de máscara é indispensável para participantes e visitantes. Tomamos todos os cuidados e vamos seguir os protocolos para que todos possam curtir com segurança nosso evento”, explica irmã.  

 

Acompanhe a APAM nas redes sociais

Instagram: @associacaoapam

Facebook: facebook.com/apamsp

E-mail: apam.sp@hotmail.com

 

Texto da Luciana Alves, jornalista voluntária da APAM.

“Abrace esta causa”: Ajude a APAM a Ajudar

 A APAM precisa da sua ajuda para continuar trabalhando no atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade social

Há mais de 60 anos a APAM, Associação Paulista de Amparo a Mulher, desenvolve um trabalho focado no resgate da dignidade e acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de incluir estas mulheres e suas famílias na sociedade. Para realizar este trabalho a associação precisa da colaboração da comunidade e realiza diversas atividades em busca de novas fontes de renda para a sua sustentabilidade financeira.

A atual campanha é “Abrace essa Causa”, para arrecadação de roupas, sapatos femininos e masculinos, utensílios domésticos e acessórios para serem comercializados nos bazares da APAM. “A realização de bazares são uma das formas de captação de recursos, pois somos uma organização social sem fins lucrativos e vivemos exclusivamente de doações”, explica a irmã Eliana Cruz, coordenadora na APAM.

Mas além da campanha “Abrace essa Causa”, você tem várias maneiras de colaborar para manter esse trabalho essencial realizado pela APAM, quer ver:

1-  Doação em dinheiro direto na conta: Caixa Econômica Federal, Agência: 3278, Conta Corrente: 999-2.

2-   Você pode doar pelo PIX/CNPJ :  Nº 62.716.899.0001-09

3-   Outra opção é o PagSeguro: pagseguro.uol.com.br (entre no site www.APAMsp.org.br)

4-   A Nota Fiscal Paulista é uma excelente opção, onde você ajuda sem doar diretamente. Informe-se no site www.nfp.fazenda.sp.gov.br e comece a doar já nas suas próximas compras.

5-   A APAM precisa de materiais de limpeza, papel higiênico, papel toalha para banheiro. Então, se preferir você pode doar estes produtos.

6-   Outra forma é a doação de roupas femininas e masculinas, sapatos, acessórios e objetos diversos: em boa condição de uso para vendermos em nossos bazares.

7-   E, se você gosta de produtos artesanais, pode ajudar comprando os produtos feitos em nossas oficinas pelas nossas usuárias e que são comercializados em nossa sede.

As doações em produtos podem ser entregues diretamente na sede da APAM, que fica na rua Elisa, 133, Barra Funda, São Paulo. Você também pode ligar no 11 3662-3115 e se informar.

Viu só, tem muitas maneiras de você ajudar a APAM a ajudar!

[Texto: Luciana Alves, jornalista e voluntária da APAM]

Trabalhar como voluntária da Apam é: “Enriquecedor. O voluntariado é uma troca de conhecimento”

  Voluntária desde 2014, Raquel Cantante acredita que doar parte do seu tempo e conhecimento para a APAM é enriquecedor. Ela começou como ...